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Revista Som 33

13 de janeiro de 202610 min read

Não é todo dia que tenho a chance de estampar a capa de uma revista com uma verdadeira lenda do blues. Alguém que andou com BB King e Muddy Waters, que fez parte da geração de ouro de Chicago, revolucionou seu instrumento e está aí, na ativa, mostrando que para fazer boa música não tem idade.

Hoje com 81 anos, Charlie Musselwhite não precisaria fazer mais nada no mundo da música para ser considerado um colosso do gênero, mas segue ativo, realizando turnês e explorando novas sonoridades. Em seu novo álbum, o ótimo Look Out Highway (que há meses segue no repeat por aqui), o blues não tem ar de lamentação. Olha para o futuro da mesma forma que reverencia sua história.

Ter alguém com tamanha história nessa edição coroa a dedicação por uma vertente que cada vez mais carece de divulgação por essas terras. Até por isso, a música instrumental reina forte nessa nova edição, uma das melhores que acredito já ter feito. Do blues à disco music, da música caipira à música eletrônica.

A Revista Som é hoje, mais do que nunca, tudo o que acredito quando penso em música. É a revista que eu gostaria de ler. Espero que vocês também!

Anderson Oliveira

Leia aqui ou faça o download clicando aqui

Nesta edição você confere:

Buckingham Nicks

Lançado em 1973, dois anos antes de Stevie Nicks e Lindsey Buckingham entrarem no Fleetwood Mac, o álbum da dupla retorna remasterizado depois de anos esquecido, finalmente revelando por que eles fariam parte de uma das formações mais icônicas da música contemporânea.

Azymuth – Marca Passo

Acompanhado de Kiko Continentino (teclados, desde 2016) e do baterista Renato Massa (ex- Marcos Valle e Ed Motta), o veneno que tornou o grupo um dos mais aclamados mundo afora ainda corre em suas veias. Marca Passo, primeiro disco após a morte de Ivan Mamão, é prova disso.

Morcheeba – em sua versão mais próxima e confessional

Existem nomes na história da música que sempre vão soar modernos. Não importa quanto tempo passe, ouvir o som do Morcheeba vai sempre nos fazer sentir aquela ideia de uma música contemporânea, que tenta fugir de rótulos — embora frequentemente esteja ligada ao trip- hop. Em seu novo álbum, Escape The Chaos, o Morcheeba comemora muito mais do que trintaanos de banda: celebra a possibilidade de
realizar um trabalho intimista, talvez até familiar, sem abandonar o som que consagrou a dupla mundialmente

Hamilton de Holanda Trio – O virtuosismo do rei do Bandolim em NY

Não é de hoje que Hamilton de Holanda é reverenciado no exterior. De Wynton Marsalis ao saudoso pianista Chick Corea, o bandolim do artista brasileiro sempre foi motivo de orgulho para parceiros e fãs, transformando-o em um nome puramente global. E isso fica ainda mais claro com o lançamento de seu novo álbum, gravado no Dizzy’s Club, parte do complexo Jazz at Lincoln Center, um dos mais respeitados espaços do mundo.

Roxana Amed – Todos los Fuegos

Conhecido mundialmente como um dos públicos mais intensos ao vivo, o argentino conseguiu, ao longo de sua história, criar uma conexão tão impressionante com a música que produz que, muitas vezes, isso beira o irracional. Todos los Fuegos, disco que reinterpreta clássicos do rock argentino através da lente do jazz.

Charllie Musselwhite – Entrevista

Um dos maiores nomes da história do blues, Charlie Musselwhite é reconhecido como um dos grandes
responsáveis por elevar a gaita (harmônica) ao protagonismo dentro do blues elétrico moderno. Aos 81 anos, com mais de seis décadas de carreira, o músico nascido no Mississippi atravessou gerações, tocou ao lado de lendas do gênero e se tornou referência mundial. Nesta edição da Revista Som, ele ganha destaque em um registro histórico.

Raul Seixas – Eu Sou

Produzida como parte das celebrações pelos 80 anos do eterno Maluco Beleza, a série Eu Sou, do Globoplay, finalmente dá a Raul Seixas a condição de mito — acrescentando fantasia a uma história já repleta de heróis, vilões e idolatria.

Cesar Roversi – Re Verso

Permeado por influências, o saxofonista Cesar Roversi lança Re Verso, um disco onde o autoral e tributo se cruzam e realçam a força da música instrumental brasileira.

Groundation e a eterna chama do reggae

Apontando para o futuro do gênero que o consagrou, Harrison Stafford e seu Groundation lançam Candle Burning, um disco cuja produção impressionante reafirma o reggae como música de transformação social.

Cerrone – O Pai Bastardo da Disco Music

Giorgio Moroder foi consagrado como o “Pai da Disco Music” — e com justiça. Mas, longe de Hollywood, o francês Cerrone moldava a disco europeia e pavimentava a cena eletrônica francesa. Décadas depois, ele finalmente recebe o reconhecimento com “Disco Symphony”, um disco tão grandioso quanto sua
história.

Gabriel Grossi – Plural

Nascido em Brasília (DF), o músico brasileiro tem seu nome ligado a uma variedade surreal de artistas que vão muito além do blues. Zélia Duncan, Hermeto Pascoal, Chico Buarque, Milton Nascimento, Djavan, Ivan Lins, Maria Bethânia — além de já ter levado peças de Villa-Lobos a projetos sinfônicos — são algumas das referências que engrandecem seu currículo, bem traduzido em Plural.

Aterciopelados – Genes Rebeldes, DNA de resistência

Genes Rebeldes é mais que o nome do novo disco do Aterciopelados — é uma definição precisa do que a banda representa desde seus primeiros acordes. Pioneiro da música alternativa colombiana e um verdadeiro fenômeno na América Latina, o grupo conseguiu uma proeza surreal na carreira: ser reconhecido pela revista Time como uma das melhores bandas do mundo muito antes de ser alguém para o público brasileiro…

O que o mundo precisa: SMOKEY ROBINSON

Dono de uma voz ímpar e responsável por alguns dos maiores momentos da história da música, Smokey Robinson é o tipo de artista que faz do ato de existir a mais pura arte. Hoje, com 85 anos, ainda é capaz de emocionar com a sutileza de quem fez da voz um patrimônio da música. Com o sugestivo título de What the World Needs Now, o novo álbum de um dos principais compositores da Motown no começo dos anos 60 ainda é capaz de emocionar, até mesmo quando parece ter errado em algo.

Ricardo Vignini: Cristalino

Reconhecido – justamente – como um dos maiores violeiros do país, o compositor, professor de música e produtor fonográfico Ricardo Vignini se tornou uma referência nos últimos anos ao ampliar o poder de um instrumento que parecia fadado à trilha sonora dos rincões do país. Nas suas mãos, abraçou o rock ao lado de Zé Helder e lançou o projeto Moda de Rock, o que lhe garantiu a possibilidade de furar uma bolha bem diferente de onde a viola normalmente é reconhecida. E, reforçando essa técnica tão
apurada, lança agora, em 2025, um álbum para chamar de seu: Cristalino.

Alisson Krauss – Arcadia

Mais conhecida no Brasil como “a parceira de Robert Plant” em dois discos de sua carreira solo, a norte-americana Alison Krauss é um caso muito emblemático de artista capaz de conduzir sua carreira por três estradas diferentes de forma exemplar – e até certo ponto, assustadora. Esse é o ponto de partida para Arcadia, um dos grandes lançamentos de 2026.

Anderson Oliveira

Diretor de Arte há duas décadas, fã de Grateful Dead e Jeff Beck, futuro trompetista e em constante aprendizado. Bem-vindos ao meu mundo, o Mundo de Andy.

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