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Seu nome é Thaíde. Nascido Altair Gonçalves, o Brasil aprendeu a conhecê-lo pelo nome artístico que também virou título de música — e que representa, sem exagero, uma das pedras fundamentais do rap nacional.
Responsável por um dos primeiros discos do gênero lançados no país, Thaíde é muito mais que um rapper, mas um personagem-chave da cultura urbana brasileira. Frequentador dos bailes black de São Paulo, sempre esteve ligado à cultura de rua — da dança ao visual — e se tornou MC no improviso, moldando o rap ao lado de DJ Hum. Foi também um dos primeiros nomes do hip-hop a chegar à grande mídia, participando de programas de TV, novelas, filmes e campanhas publicitárias.
Poderíamos preencher páginas com suas conquistas, mas sua presença como destaque na edição 34 da Revista Som não é sobre nostalgia. Com o novo álbum Corpo Fechado, Mente Aberta, Thaíde vive um momento renovado, dialogando com diferentes públicos e mostrando que o rap pode circular no universo pop sem perder sua essência combativa.
Mais que isso, ao seu lado, nesta edição tão plural, do jazz de Don Was e Jonathan Ferr ao pop dançante do RÜFÜS DU SOL e da cantora inglesa Sophie Ellis-Bextor, tudo conversa e mostra que a música não tem fronteiras. Lembro de uma vez ter ouvido André Abujamra dizer que seu sonho era ter Sandy e Frank Zappa em um estúdio. Hoje tenho Karnak, Lia de Itamaracá ao lado de Robert Plant e Negra Li. Acho que consegui realizar um pouco do sonho do vocalista do Karnak.
São diversos nomes que permeiam meus dias e noites. Artistas que fizeram história ou que estão construindo a sua. E estampado na capa, Thaíde. Seu nome é Thaíde.
Espero que gostem desta edição.
Anderson Oliveira
Nesta edição você confere:
ENTREVISTA: THAÍDE
Thaíde é mais que um pioneiro do rap brasileiro: é uma voz ativa que conecta passado e presente.
Em “Corpo Fechado, Mente Aberta”, mostra que o gênero pode dialogar com o pop sem perder seu lado combativo. Nesta matéria, ele revela a carreira, o álbum e sua visão sobre a cena atual.
JONATHAN FERR
Em LAR, Jonathan Ferr estica o jazz até onde muitos achavam impossível: mistura o sagrado ao pop, abraça o popular, embarca em tendência e, com coragem, prova que bom gosto não se mede por purismo estético.
FELIPE GOMIDE E MESTRE ZÉ PEREIRA – ENTRE ARCOS
“Entre Arcos” é mais que um disco. É um encontro entre gerações, entre mestre e aprendiz e entre o som da rabeca e o sopro do tempo.
TRICKY – MARTA
Após um período de silêncio e luto, Tricky retorna em parceria com Marta Złakowska e entrega em Out the Way um mergulho frio e elegante nas entranhas do trip-hop contemporâneo.
SOPHIE ELLIS-BEXTOR
Em um cenário onde o pop ainda insiste em cultuar a juventude, Sophie Ellis-Bextor desafia o etarismo com ironia e brilho. Perimenopop é um lembrete de que envelhecer também pode ser dançante.
JOHN OATES
OATES é um disco honesto e mostra bem o tamanho da sensibilidade de seu protagonista ao trazer um pop com produção refinada de David Kalmusky, parceiro nos últimos anos.
FUN LOVIN´ CRIMINALS
Entre o estilo de gangsters, o groove e a narrativa do hip-hop, o Fun Lovin’ Criminals sempre pareceu uma banda saída de um filme de Quentin Tarantino. Três décadas depois, o trio volta com “A Matter of Time”, provando que o tempo pode até passar, mas o estilo não envelhece.
BEMTI
Existem artistas onde a sensibilidade extrapola de tal forma as quatro linhas de um disco que são capazes de despertar um sentimento maior de contemplação — aquela vontade de abraçar e agradecer por produzir algo tão doce. Um deles é, sem dúvida, Gustavo Ruiz, que aprendemos respeitar e admirar como Bemti e que lançou recentemente Adeus Atlântico, seu terceiro álbum.
LIA DE ITAMARACÁ E DAÚDE
Em um encontro que transcende gerações, Daúde e Lia se unem em “Pelos Olhos do Mar”. O disco nasce como um gesto de continuidade: carrega memória, tradição e invenção em igual medida, costurando passado, presente e futuro da música brasileira. Aqui, o mar não separa — ele conecta.
DON WAS
Dono de um currículo que redefine a história do pop, produtor de Rolling Stones, Bowie e tantos outros artistas, Don Was deu alma a gigantes e agora devolve humanidade ao jazz. Groove in the Face of Adversity é mais do que um disco — é o manifesto de um produtor que entende que groove também é filosofia.
RUFUS DU SOL
Em mais um movimento de transformação, a música eletrônica vê surgir formações ambiciosas que abandonam de vez as pistas para abraçar palcos dos grandes festivais.
JOE SATRIANI
Surfing with the Alien, de Joe Satriani (1987), é um desses casos onde até quem não tem a menor ideia de quem é o guitarrista norte-americano conhece essa capa
JUANA MOLINA
Muito além da “Björk argentina”: Juana Molina apresenta DOGA, seu trabalho mais abstrato e emocional.
KARNAK
Cinco anos após a ópera-rock Nikodemus e duas décadas depois do lendário e adorado Estamos Adorando Tóquio, o Karnak lança um álbum que tem tudo para se tornar um dos favoritos dessa história deliciosamente maluca.
ROBERT PLANT
Em seu novo álbum, Robert Plant aprofunda o mergulho nas raízes da música americana e transforma Suzi Dian e a banda Saving Grace no canal perfeito para uma viagem que vai além das próprias fontes que inspiraram o Led Zeppelin.
NEGRA LI
Uma das principais rappers do país, Negra Li retorna em modo combativo no disco mais intenso desde os tempos do RZO: quando o silêncio grita, é hora de falar.
JULIA MESTRE
A nostalgia pode até ser confortável — mas a música brasileira continua brilhando aqui e agora. E o Maravilhosamente Bem está aí para provar.





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